Aqui estão os detalhes mais recentes e exatos sobre a sua libertação:
1. A Data da Libertação: 26 de março de 2026
Manuel Chang saiu oficialmente da custódia do sistema prisional federal dos EUA na passada quinta-feira, 26 de março de 2026.
Por que agora? Embora tenha sido condenado em janeiro de 2025 a uma pena de 102 meses (8 anos e meio), o tribunal aplicou "créditos administrativos". Isso significa que os quase 6 anos que ele passou detido na África do Sul, somados ao tempo nos EUA e ao seu bom comportamento, foram descontados da pena total.
Tentativa de antecipação: A defesa ainda tentou uma libertação antecipada em fevereiro de 2026 por motivos de saúde (diabetes e problemas renais), mas o juiz Nicholas Garaufis negou, afirmando que faltavam apenas algumas semanas para o fim da pena.
2. A Situação Atual: Sob Custódia do ICE
Apesar de ter saído da prisão comum, Chang não está em liberdade plena.
Ele foi transferido para a custódia do ICE (Immigration and Customs Enforcement), o serviço de imigração dos EUA.
Como ele não tem visto nem direito de permanecer nos EUA após cumprir a pena, ele aguarda agora o processo administrativo de deportação.
3. O Regresso a Moçambique
A expectativa é que ele chegue a Maputo ainda durante esta semana ou, no máximo, nos próximos dias. O governo moçambicano já confirmou que ele será deportado diretamente para Moçambique.
4. O "Mistério" Jurídico em Maputo
Este é o ponto que está a gerar mais debate no país: o que acontece quando ele aterrar?
Processos Retirados? Surgiram informações recentes de que o Ministério Público moçambicano terá retirado ou deixado cair alguns dos processos principais contra ele, sob o argumento de que ele "já foi julgado pelos mesmos factos" nos EUA (princípio do ne bis in idem).
Impunidade ou Julgamento? Existe uma grande tensão política sobre se Chang será detido à chegada para responder a processos autónomos ou se será recebido como um cidadão livre. A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmou em 2025 que não exerceria ação penal se os crimes fossem idênticos aos julgados em Nova Iorque, mas a sociedade civil continua a exigir que ele preste contas pelo rombo financeiro causado ao Estado moçambicano.
Resumindo: Manuel Chang já deixou a cela onde estava, mas o seu regresso a Moçambique marca o início de uma nova e incerta fase política.
